terça-feira, 2 de março de 2010

Encontro Estadual Eleitoral do PCdoB - Natal

Em assembléia com todos os comunistas potiguares, o Partido Comunista do Brasil, com sua magnitude e sapiência, oficializou seu posicionamento para o pleito eleitoral de 2010. Confiantes na força comunista que floresce fortemente no estado, acreditamos que o PCdoB terá resultados surpreendentes nesta campanha...

Quanto a disputa a gorverno do estado, nós, comunistas, cremos fidedignamente na capacidade, determinação e ideologia do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT). Sua campanha está cada vez mais recebendo apoio de bases fortes na capital e no interior do estado.

Algumas imagens do Encontro Estadual Eleitoral - Natal - 27 de Fevereiro de 2010











Avante comunistas!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ministro quer criar bolsa para expulsar filhos de casa

A ideia é de um político italiano, mas e se fosse adotada no Brasil? Aqui, filhos de famílias com boas condições financeiras ficam por mais tempo sob o teto dos pais.


Qual é a idade certa para os filhos deixarem a casa dos pais? Na Itália, um ministro defende a idéia de que o governo deve ajudar os filhos a sair de casa assim que atingirem a maioridade.

O ministro da Administração Pública diz ao Fantástico que gostaria de mudar a sociedade italiana, que, segundo ele, as famílias protegem demais os jovens, dando tudo para eles, inclusive trabalho e casa. Para Renato Brunetta, uma sociedade assim não é uma boa sociedade.

A declaração foi feita depois de um caso clamoroso: o tribunal de Bergamo, no norte da Itália, determinou que um pai separado continuasse a pagar a pensão de alimentos para a filha de 32 anos de idade, que estuda filosofia na universidade há oito anos.

O pai, um artesão de 60 anos, tinha parado de sustentar a filha quando ela fez 29 anos. A moça entrou na Justiça e ganhou a causa, para espanto de muitos e também do ministro Renato Brunetta.

O ministro também chegou a propor que os jovens recebam do estado um incentivo para sair de casa: uma pensão equivalente a R$ 1,3 mil. Mas o governo não recebeu bem esta ideia.

O vice-presidente de uma associação de pais separados diz que, na Itália, os pais são tratados como caixa eletrônico. "Por que os filhos vão sair de casa, se existe alguém que os mantém?", pergunta Antonio Matricardi. Será que os números dão razão a ele?

Em 2003, uma pesquisa do governo italiano ouviu dez mil pessoas entre 18 e 39 anos que moravam com os pais. Quatro anos depois, 79% não tinham saído de casa.

Na Alemanha, 29% dos jovens até 25 anos continuam com os pais. Na mesma situação, na Inglaterra, são 29% dos homens e 18% das mulheres entre 20 e 34 anos.

Nos Estados Unidos, uma outra realidade: por causa da crise econômica, 10% dos adultos entre 18 e 34 anos que moravam sozinhos voltaram a viver com os pais no ano passado.

No Brasil, Tadeu Schmidt mostra o que as famílias acham dessa independência forçada. Duas famílias foram ouvidas. Aos 30 anos, a atriz Gisele Machado quer sair de casa, mas não tem condições financeiras: “Eu sinto falta de ser responsável, entendeu? De ter esse compromisso, de falar assim: eu tenho que pagar a minha conta”.

Mas o pai diz que Gisele pode ir ficando. A mãe deseja que a filha saia de casa em dois anos, a filha retruca e estabelece um ano, já o pai diz que o prazo ideal seria de oito anos ou mais

“Muitas vezes, também, a família fica confortável com aquele filho. Aquele filho preenche um certo vazio. Traz os amigos, ele alegra o ambiente. Tem, também, uma contrapartida da família. Não é só uma opção individual ficar em casa”, conta a psicóloga Andrea Seixas Magalhães, da PUC-Rio.

O bancário Thiago Rocha, de 32 anos, também conta com o apoio da família. “Bom, eu adoro ficar com ele aqui juntinho de mim. Mas, se ele tiver que resolver a vida dele, vou visitá-lo toda semana, todo dia. Vou telefonar todo dia”, conta a mãe de Tiago.

Mas e se o Tiago recebesse uma pensão do governo para sair de casa? O pai diz que seria ótimo.
“É, um incentivo é sempre bom”, diz Thiago.

“Eu acredito que continuava a mesma coisa. Ia passar segunda, terça, quarta, quinta e sexta lá, e sábado e domingo viria para casa para pegar a xepa”, diz o pai, o aposentado Haroldo Rocha.

No Brasil, filhos de famílias com boa condição financeira - com renda acima de R$ 9 mil, aproveitam a situação para ficar em casa. Na faixa etária de 25 a 29 anos, 62% continuam morando com os pais. Na faixa de 30 a 34 anos, são 30%. E de 35 a 39 anos, 15%.

E o que o povo pensa disso? Será que concorda com a ideia do ministro italiano?

“O meu saiu com 14 anos. Eu achei que foi muito cedo, mas foi muito bom. Ele saiu para estudar. Se formou e não voltou mais”, conta uma senhora.

“Depois que tiver se sustentando”, diz um homem.

“Acho que 18 anos ou 19 anos. A idade é o que menos importa. O que importa é a confiança, a educação que ele teve. Ela (a acompanhante), por exemplo, saiu de casa muito cedo”, exemplifica um rapaz. E a garota explica:

“Bom, eu não sou brasileira. Eu sou da Alemanha, onde você sai da casa quando você vai para a faculdade. Então, com 19 anos sai da casa para morar sozinho”.

A opinião dos telespectadores que participaram da pesquisa instantânea é ..... das pessoas que ligaram acham que os filhos devem deixar a casa dos pais assim que atingirem a maioridade.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499455-15605,00.html Acesso em 21/02/2010 às 21:20h

Churrasco do PCdoB de Riacho da Cruz





































sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Descaso ao servidor municipal

Em recente conversa com um jovem servente de pedreiro daqui de Riacho da Cruz-RN, descobri um descaso às pessoas prestadoras de serviços da Prefeitura Municipal dessa cidade. Esse jovem, falava-me indignadamente sobre o que recebia ao trabalhar para a Prefeitura de Riacho e o que recabia ao trabalhar para a sofrida população riachocruzense... Dizia-ma que a prefeitura lhe paga R$ 12,50 pela diária de serviço, enquando o preço espabelecido pela categoria é R% 17,00. Ou seja, qualquer pessa em Riacho da Cruz paga R$ 17,00 pela diária do servente de pedreiro, enquanto a prefeitura paga apenas R$ 12,50.
O descaso não se limita a isso. O pedreiro normalmente recebe R$ 35,00. Qualquer cidadão de Riacho da Cruz paga esse preço pela diária do pedreiro. A prefeitura, porém, paga simplesmente R$ 25,00.
Que irônia: quem menos tem, o povo da cidade, que espera o fim do mês para quitar suas contas, que recebem pouco, mas conseguem, ainda, pagar honesta e dignamente o preço estabelecido pelos profissionais de pedreiros e serventes. A prefeitura, porém, consegue ser mais ousada e paga somente uma quantia quase simbólica. Como os trabalhadores precisam trabalhar para manter suas famílias se submetem a esse tipo de descaso.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

José Agripino - exterminador do futuro

Em 1994 – Lavoisier Maia era senador e, um forte candidato à reeleição, fazendo parte de uma chapa fortíssima denominada de Unidade Popular: Garibaldi, governador; Geraldo Melo e Lavoisier Maia para o senado. Zé Agripino, na época era governador, se descompatibilizando para ser candidato ao senado, mas corria o risco de não ser eleito, ia pegar um páreo duríssimo, aí ele conseguiu uma façanha, convenceu Lavoisier a desistir da disputa ao senado.
Lavoisier muda de lado e sai candidato a governador contra Garibaldi. Resultado, Zé Agripino se elege senador tendo como concorrente Francisco Urbano. Em uma eleição apertada, Agripino ganhou por apenas 20 mil votos de maioria. Urbano era desconhecido da grande massa, mesmo assim Zé Agripino teve dificuldades em se eleger. Lavoisier perdeu a eleição para o governo do estado, ficando sem mandato, nunca mais se aprumou politicamente.

Em 1996 – A vez foi de Geraldo Melo. Geraldo foi eleito senador junto com Garibaldi (1994), na eleição seguinte (1998), Agripino acenou com a possibilidade de Geraldo ser o seu candidato ao governo do estado. Geraldo foi mordido pela mosca azul, rompeu com Garibaldi e com o esquema que o elegeu, passou a ser correligionário de Agripino. Na hora da onça beber água, Zé Agripino disse a Geraldo que as suas bases não aceitavam o seu nome como candidato ao governo, só o dele (Agripino) unia o PFL. Foi uma agonia, um deus nos acuda, mas não teve jeito Geraldo foi preterido e, de certa forma, humilhado.

Depois de muita conversa foi formada a chapa: Agripino/Ednólia – governador e vice e Cipriano Correia para o senado. No dia seguinte trocaram o nome de Cipriano por Carlos Alberto de Souza e Cipriano passou a ser o primeiro suplente. Depois aconteceu o pior, na hora das convenções, na época a prefeita de Natal, Vilma Maria de Faria exigiu o lugar de vice-governador para o PSB. Zé Agripino concordou, retirou o nome de Dona Ednólia da chapa e colocou no seu lugar o de Gileno Guanabara. Geraldo Melo teve que engoli essa humilhação política, mesmo assim Geraldo apoiou Agripino. Depois dessa aliança nunca mais Geraldo conseguiu se aprumar na vida política do nosso estado.

Em 2002 o escolhido para ser eliminado do tabuleiro político do Rio Grande do Norte, foi Fernando Bezerra. Senador eleito ao lado de Garibaldi em 1998, ele costurava e Garibaldi dava o nó. Fernando rompeu com Garibaldi. Ouvindo o canto da sereia, aceitou o convite de Agripino para ser candidato ao governo tendo como vice Carlos Augusto Rosado.

Agripino se reelegeu senador e Fernando perdeu a disputa para o governo do estado, ficou em terceiro lugar. Na eleição seguinte (2006), buscando a reeleição, Fernando foi derrotado por Rosalba, candidata de Agripino ao senado federal.

Em 2006 a vitima foi o senador Garibaldi Alves. Garibaldi nunca tinha perdido uma eleição, era considerado um nome imbatível, um dos poucos políticos do RN que não perdia uma eleição, mas, juntou-se a Agripino e, pela primeira vez perdeu uma eleição. Vale salientar que no início do processo eleitoral Garibaldi tinha mais de 60% das intenções de voto. Zé, nem candidato tinha, estava politicamente em uma situação muito difícil, mas conseguiu atrair os Alves, tirou Geraldo Melo da chapa do senado, colocou Rosalba como candidata e ainda indicou o nome de Ney Lopes como vice na chapa de Garibaldi para o governo do estado, com isso facilitando a vida do seu filho, Felipe Maia, candidato a câmara federal.

Resultado, pela primeira vez Garibaldi perdeu uma eleição, que inicialmente estava ganhar. Hoje, Zé Agripino é um dos seus concorrentes mais forte e, vai disputar uma vaga para o senado com Garibaldi sem o medo de está disputando com um candidato considerado imbatível. Esses fatos são os argumentos que justificam a denominação dada ao senador Zé Agripino de o exterminador do futuro.

Portanto – Lavoisier Maia, Geraldo Melo, Fernando Bezerra e Garibaldi Alves, todos, foram vítimas de Zé Agripino, o exterminador do futuro.

Antonio Capistrano foi reitor da Uern e é filiado ao PCdoB
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