terça-feira, 7 de junho de 2011

Sindicatos fizeram ato público em frente à AL hoje à tarde

O Sindicato dos Médicos do RN (SINMED), em ação conjunta com os Sindicatos da Saúde (Sindsaúde e Soern), Educação (Sinte) e Administração Indireta (Sinai), fará manifestação hoje (terça-feira, 7/06) exigindo melhorias na prestação dos serviços públicos, principalmente nas áreas mais críticas como saúde, educação e segurança.

“É urgente um plano de curto, médio e longo prazo para que a saúde possa funcionar adequadamente sem as crises quase diárias que prejudicam a população e ocupam os noticiários”, destaca o médico Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte.
 
O Ato Público Conjunto acontecerá a partir das 15 horas em frente à Assembléia Legislativa.
Nota - Representantes do Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Rio "Greve" do Norte -  DCE/UERN e da Assossiação do Docentes da UERN - ADUERN estiveram presentes a essa mobilização.

São Pedro de Riacho da Cruz

Um dos festejos juninos mais tradicioais, o São Pedro de Riacho da Cruz está chegando...

Venha!

Participe!


O vice mais forte de nossa história

Do Portal de Riacho da Cruz:

Deu no Valor Econômico

Nunca antes na história deste país, tivemos um vice-presidente poderoso quanto Michel Temer. Outros alcançaram poder depois da Vice-Presidência, como João Goulart, José Sarney e Itamar Franco, que se tornaram presidentes graças à renúncia, morte ou impeachment do titular. Mas Sarney e Itamar, como vices, foram apagados.

No final da ditadura militar, Jô Soares nos divertia com um sketch em que um político se recusava terminantemente a ser vice. Indagava: "Alguém já viu uma avenida Vice-presidente Fulano? Uma praça Vice-presidente Beltrano?"

Dizia-se que era uma piada com Marco Maciel, ex-governador nomeado de Pernambuco que, como presidente da Câmara dos Deputados, ajudara o ditador Geisel a redigir as emendas constitucionais baixadas com o nome de "pacote de abril", em 1977.

Assim, quando Sarney aceitou a Vice-Presidência, ele provavelmente não esperava ser sequer nome de rua. Encerrava sua carreira. A ironia é que, com a morte de Tancredo Neves, esse vice conseguiu uma sobrevida de três décadas, bem como a continuidade de seu mando no Maranhão, acrescido do Amapá, enquanto Marco Maciel veio a ser vice-presidente, sim, mas de Fernando Henrique Cardoso - um vice honrado e inexpressivo.

Na verdade, antes de Temer, o único vice importante como vice foi João Goulart. Em 1955, ele se elegeu com o presidente Juscelino, do PSD, trazendo-lhe os votos dos sindicatos e do PTB. Nesse mandato, foi influente. Mas em 1960 ele se elegeu vice de Jânio, sem ser seu parceiro de chapa.

Só que, em sua segunda vez, ele foi o contrário de Michel Temer. Longe de ter poder, Goulart foi um vice esvaziado.

O que temos hoje com Temer? Há fatos e há rumores. Os fatos são que ele conseguiu manter a bancada do PMDB coesa, a favor de Dilma quando se votou o salário mínimo, contra ela quando se aprovou o código do desflorestamento.

Os rumores são que Dilma ameaçou demitir todos os ministros do PMDB - ameaça que, não sendo cumprida, corre o risco de desmoralizar a Presidência - e que Temer e Palocci mantiveram um bate-boca. São quatro vitórias para o vice.

O que não tivemos, nos vices eleitos pelo povo em nossa história, foram personagens que, de seu cargo pouco destacado, mostrassem uma capacidade de articulação tão grande quanto a sua.

Some-se que um vice pode ser isolado, excluído, o que se quiser; mas não pode ser demitido. Ele, na pior das hipóteses, é o nada que pode virar tudo. Collor tentou reduzir Itamar a um nada. Itamar acabou presidente.
Portanto, se Dilma rompesse com Temer, demitindo por exemplo todos os ministros pemedebistas, ela não poderia ficar doente, viajar nem, muito menos, ter uma moléstia grave, renunciar ou morrer.

Veja-se, a título de comparação, José Alencar, nosso último vice. Sabíamos todos que ele discordava completamente da política econômica de Lula, mas jamais mexeu com ela, em suas muitas interinidades. Já Temer, se presidente, fará o governo que ele quiser.

Daí, seguem-se duas consequências. A primeira é que o PMDB pode mudar de perfil. Não é provável, mas se torna remotamente possível. A força do PMDB, desde o fim da ditadura, esteve em não ter identidade. Ele reúne gente digna e gente interesseira, políticos de direita e de esquerda. Mas Temer está conseguindo articular esses líderes tão distintos entre si.

Até agora, o PMDB se mostrou poderoso na medida em que renunciou, há 20 anos, a lutar pela hegemonia que representa a Presidência da República, investindo em vez disso em bancadas numerosas no Congresso e numa vasta população de governadores e prefeitos.

O que os une não tem sido nenhum ideal, mas o interesse: ele é um amplíssimo lobby. Hoje, porém, começa a ser possível, embora ainda muito improvável, uma disputa do PMDB pela hegemonia política.

A segunda é que Dilma Rousseff precisa, mais que nunca, tornar-se uma imagem de marca, imprimir seu estilo à política.

Comentei, meses atrás, que ela não mostrava um estilo, ao contrário de seus dois antecessores, ambos políticos sedutores. Fernando Henrique conquistava pela fala racional - ainda, ressalva ele com humor, que fosse uma razão "no nível do senso comum". Lula chegava aos corações e mentes pelas metáforas e pela linguagem da experiência cotidiana.

Talvez Dilma não precise, tanto quanto eles, de um estilo - porque eles, a despeito de suas diferenças, fizeram o trabalho que tinha de ser feito, consolidando a democracia, mudando a economia, tornando prioritárias as políticas sociais.

Dificilmente Dilma, ou qualquer outro político sensato, terá hoje a propor algo tão inovador em nossos costumes quanto seus predecessores. A grande mudança já ocorreu. Seu papel é o de dar continuidade. Mas, mesmo assim, o estilo lhe faz falta. Num comício na Bahia, ela só foi (muito) aplaudida quando mencionou Lula. Entende-se que, perto do mais carismático de nossos presidentes, Dilma empalideça. Lula ofuscaria qualquer um. Mas ela não pode se empalidecer diante de seu próprio vice, Michel Temer.

Se Dilma jogar o papel da técnica competente na Presidência, ajudada no Congresso pelos operadores que temos visto, sem ter por trás algo como o apelo de FHC à opinião pública ou de Lula ao povo,
ela pode perder. Temer conhece muito melhor do que ela o Parlamento.

O que fortaleceu Fernando Henrique e Lula foi a capacidade que demonstraram de ir além do Executivo e do Legislativo, para falar com a sociedade. Respeitaram os poderes constituídos, mas souberam cultivar o povo soberano.

Como Dilma vai fazer isso, como vai conseguir ser líder, não sei. Mas, se a liderança presidencial ficar vazia, alguém a ocupará.

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo.

Motim em Mossoró com presos federais


O clima em Mossoró está amplamente tenso, em virtude de uma movimentação oficial em que presos custodiados na penitenciária deferal de Mossoró estão em hospitais distintos no centro da cidade.

Há quem diga que tal movimentação pode ser alguma articulação, devido os presos estarem em locais separados. Isso pode ser um indicativo de uma possível "chuva de balas no país de Mossoró". 

Daqui, espero que seja apenas tratamentos médicos.

#ForaMicarla: Manifestantes tomam plenário da Câmara Municipal


Manifestantes no pátio da Câmara Municipal de Natal

Os manifestantes presentes ao protesto desta manhã (07) do movimento #foramicarla entraram na Câmara Municipal de Natal. Por volta das 11h, eles tomaram o auditório do plenário da Casa.

As mais de 100 pessoas, em sua maioria jovens, gritavam palavras contra a prefeita Micarla de Sousa, no espaço destinado às sessões dos vereadores. A Guarda Municipal foi chamada e se dirigiu ao local, mas não houve confronto.

Com a entrada dos manifestantes na CMN, a sessão foi suspensa e os integrantes do movimento encontram-se no pátio do prédio, definindo o que será feito daqui por diante. Eles cogitam permanecer no local o dia inteiro e possivelmente realizar um novo protesto ainda hoje.

O líder da prefeita na Câmara, o vereador Enildo Alves, insinuou um envolvimento da oposição no protesto de hoje, já que nenhum vereador da bancada da oposição compareceu à audiência que debatia a situação dos Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs) e Unidade de Pronto Atendimento (UPAS).

Além disso, Enildo Alves classificou o movimento como antidemocrático e disse que é um revanchismo de quem perdeu eleições em 2008 e 2010. “Não tem nada de espontâneo”, ressaltou.
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