Em recente conversa com um jovem servente de pedreiro daqui de Riacho da Cruz-RN, descobri um descaso às pessoas prestadoras de serviços da Prefeitura Municipal dessa cidade. Esse jovem, falava-me indignadamente sobre o que recebia ao trabalhar para a Prefeitura de Riacho e o que recabia ao trabalhar para a sofrida população riachocruzense... Dizia-ma que a prefeitura lhe paga R$ 12,50 pela diária de serviço, enquando o preço espabelecido pela categoria é R% 17,00. Ou seja, qualquer pessa em Riacho da Cruz paga R$ 17,00 pela diária do servente de pedreiro, enquanto a prefeitura paga apenas R$ 12,50. O descaso não se limita a isso. O pedreiro normalmente recebe R$ 35,00. Qualquer cidadão de Riacho da Cruz paga esse preço pela diária do pedreiro. A prefeitura, porém, paga simplesmente R$ 25,00. Que irônia: quem menos tem, o povo da cidade, que espera o fim do mês para quitar suas contas, que recebem pouco, mas conseguem, ainda, pagar honesta e dignamente o preço estabelecido pelos profissionais de pedreiros e serventes. A prefeitura, porém, consegue ser mais ousada e paga somente uma quantia quase simbólica. Como os trabalhadores precisam trabalhar para manter suas famílias se submetem a esse tipo de descaso.
Em 1994 – Lavoisier Maia era senador e, um forte candidato à reeleição, fazendo parte de uma chapa fortíssima denominada de Unidade Popular: Garibaldi, governador; Geraldo Melo e Lavoisier Maia para o senado. Zé Agripino, na época era governador, se descompatibilizando para ser candidato ao senado, mas corria o risco de não ser eleito, ia pegar um páreo duríssimo, aí ele conseguiu uma façanha, convenceu Lavoisier a desistir da disputa ao senado.
Lavoisier muda de lado e sai candidato a governador contra Garibaldi. Resultado, Zé Agripino se elege senador tendo como concorrente Francisco Urbano. Em uma eleição apertada, Agripino ganhou por apenas 20 mil votos de maioria. Urbano era desconhecido da grande massa, mesmo assim Zé Agripino teve dificuldades em se eleger. Lavoisier perdeu a eleição para o governo do estado, ficando sem mandato, nunca mais se aprumou politicamente.
Em 1996 – A vez foi de Geraldo Melo. Geraldo foi eleito senador junto com Garibaldi (1994), na eleição seguinte (1998), Agripino acenou com a possibilidade de Geraldo ser o seu candidato ao governo do estado. Geraldo foi mordido pela mosca azul, rompeu com Garibaldi e com o esquema que o elegeu, passou a ser correligionário de Agripino. Na hora da onça beber água, Zé Agripino disse a Geraldo que as suas bases não aceitavam o seu nome como candidato ao governo, só o dele (Agripino) unia o PFL. Foi uma agonia, um deus nos acuda, mas não teve jeito Geraldo foi preterido e, de certa forma, humilhado.
Depois de muita conversa foi formada a chapa: Agripino/Ednólia – governador e vice e Cipriano Correia para o senado. No dia seguinte trocaram o nome de Cipriano por Carlos Alberto de Souza e Cipriano passou a ser o primeiro suplente. Depois aconteceu o pior, na hora das convenções, na época a prefeita de Natal, Vilma Maria de Faria exigiu o lugar de vice-governador para o PSB. Zé Agripino concordou, retirou o nome de Dona Ednólia da chapa e colocou no seu lugar o de Gileno Guanabara. Geraldo Melo teve que engoli essa humilhação política, mesmo assim Geraldo apoiou Agripino. Depois dessa aliança nunca mais Geraldo conseguiu se aprumar na vida política do nosso estado.
Em 2002 o escolhido para ser eliminado do tabuleiro político do Rio Grande do Norte, foi Fernando Bezerra. Senador eleito ao lado de Garibaldi em 1998, ele costurava e Garibaldi dava o nó. Fernando rompeu com Garibaldi. Ouvindo o canto da sereia, aceitou o convite de Agripino para ser candidato ao governo tendo como vice Carlos Augusto Rosado.
Agripino se reelegeu senador e Fernando perdeu a disputa para o governo do estado, ficou em terceiro lugar. Na eleição seguinte (2006), buscando a reeleição, Fernando foi derrotado por Rosalba, candidata de Agripino ao senado federal.
Em 2006 a vitima foi o senador Garibaldi Alves. Garibaldi nunca tinha perdido uma eleição, era considerado um nome imbatível, um dos poucos políticos do RN que não perdia uma eleição, mas, juntou-se a Agripino e, pela primeira vez perdeu uma eleição. Vale salientar que no início do processo eleitoral Garibaldi tinha mais de 60% das intenções de voto. Zé, nem candidato tinha, estava politicamente em uma situação muito difícil, mas conseguiu atrair os Alves, tirou Geraldo Melo da chapa do senado, colocou Rosalba como candidata e ainda indicou o nome de Ney Lopes como vice na chapa de Garibaldi para o governo do estado, com isso facilitando a vida do seu filho, Felipe Maia, candidato a câmara federal.
Resultado, pela primeira vez Garibaldi perdeu uma eleição, que inicialmente estava ganhar. Hoje, Zé Agripino é um dos seus concorrentes mais forte e, vai disputar uma vaga para o senado com Garibaldi sem o medo de está disputando com um candidato considerado imbatível. Esses fatos são os argumentos que justificam a denominação dada ao senador Zé Agripino de o exterminador do futuro.
Portanto – Lavoisier Maia, Geraldo Melo, Fernando Bezerra e Garibaldi Alves, todos, foram vítimas de Zé Agripino, o exterminador do futuro.
Antonio Capistrano foi reitor da Uern e é filiado ao PCdoB
OBS: Neste ano a segunda vaga de senador foi ocupada por Dinarte Mariz (Arena) como senador biônico
1978
Número de eleitores =
Total de votos apurados =
Abstenção =
Brancos =-
Nulos =
Válidos =
Candidatos:
Jsessé Freire (Arena) = 233.087
Radir Pereira (MDB) = 169.415
1982
Número de eleitores =
Total de votos apurados =748.854
Abstenção =
Nulos =15.713
Brancos =56.450
Válidos =
Candidatos:
Carlos Alberto (PDS) = 304.138
Ulisses Potiguar (PDS) = 77.091
Roberto Furtado (PMDB) = 128.811
Odilon Ribeiro Coutinho (PMDB) = 123.769
Olavo Montenegro (PMDB) = 12.243
Eliziel Barbosa (PT) = 2.950
José Antonio Duda da Rocha (PTB) = 414
1986
Número de eleitores=
Total de votos apurados = 1.026.568
Abstenção =
Brancos =232.429
Nulos =50.427
Válidos =976.141
Candidatos:
José Agripino (PDS) = 426.869 (41.58%)
Lavoisier Maia (PDS) = 408.510 (39.79%)
Zezito Martins (PMDB) = 395.449 (38.52%)
Wanderlei Mariz (PMDB = 393.754 (38.38%)
Miranda Sá (PDT) = 23.764
Moacir Duarte (PDS) = 15.742
Laércio Bezerra (PSB) = 11.046
Maria Nazaré Batista (PT) = 8.968
Damião de França (PT) = 7.123
1990
Número de eleitores = 1.331.039
Total de votos apurados = 1.141.250
Abstenção = 289.789 (14,26%)
Brancos = 420.997
Nulos = 118.530
Válidos = 776.990
Candidatos:
Garibaldi Alves (PMDB) = 404.206 (52,02%)
Carlos Alberto = (PFL) = 329.793
José de Anchieta Ferreira Lopes (PCdoB) = 42.991
1994
Número de eleitores =1.491.112
Total de votos apurados = 1.254.124 (84,11% do total de eleitores)
Abstenção e votos não totalizados = 236.988 (15,89% do total de eleitores) Em virtude de cada eleitor poder votar em 2 candidatos o TRE não apresenta os totais de votos Brancos, Nulos e válidos.
A escolha de um político feita pelo povo para governar uma nação é o reflexo mais expressivo da liberdade e da participação direta do cidadão nos rumos de uma país. Isso é fruto da democracia.
Ano de eleição é, antes de tudo, tempo de repensar as consequências de um voto, de participação popular e de conhecer cuidadosamente os projetos políticos de cada candidato.
É ano de avaliar as administrações feitas pelo governo; de olhar atentamente a trajetória política dos candidatos e estar atento, sobretudo, com aqueles que têm um passado político incoerente.
O cidadão, em ano de eleição, é convidado a enxergar além das aparências dos candidatos refletidas nos outdoors, nos muros, nos comícios, na televisão. É preciso usar os olhos da razão e da intuição para poder enxergar o interior de cada um. Ser capaz de descobrir a mentira e os interesses pessoais que estão escondidos atrás da beleza e do sorriso de cada candidato.
Enfim, a democracia em um país só será verdadeira quando a participação e a sabedoria popular superarem a esperteza e a hipocrisia dos candidatos reveladas nos seus discursos vazios e enganadores.
Depois dos festejos de virada-de-ano, o carnaval assume o posto de evento mais esperado pelo povo brasileiro. É chegada a hora de encerrar as férias para muitos e esquecer o inicio dos estudos e trabalhos para outros... Ah, o carnaval... época que, nove meses depois, sempre há uma epidemia de nascimentos em Salvador, Rio de Janeiro e outros centro carnavalescos do país. Sentimentos como tristeza, melancolia e até aquelas brigas com a amda, uma traição... tudo isso dá espaço para muita elegria, folia, bebedeiras, "ficar", tetrmo tão querido pelos jovens conteporâneos... Eis o carnaval: Alguns casais terminam seus telacionamentos sob os argumentos de que a relação está satudara ou que simplesmente precisam ficar um tempinho só, se conhecer melhor para dar continuidade à relação, argumentos tão bem elaborados só para a tolia efêmera do carnaval! Terminado o carnaval, muito voltam. (Deu tempo se conhecer? ou conhecer alguém novo no carnaval?) Foliões de plantão, amantes da folia e sedentos de muito frevo, axé e demais rítmos desparados no carnaval... descubram a grandeza de serem felizes nesta época de folia, mas com responsabilidade. vamos brincar, rir bastante, namorar, dançar (para quem sabe!), em fim... carnaval é sinônimo de liberdade: "sou livre", "não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quem bem...", já dizia a canção.