segunda-feira, 2 de maio de 2011

Educação e desenvolvimento

Cláudia Santa Rosa

A Educação guarda estreita relação com o processo de desenvolvimento de uma nação, seja no âmbito político, econômico ou social. Por meio dela o indivíduo pode superar ignorâncias, se emancipar e torna-se cidadão, sujeito que pensa por si e é capaz de protagonizar a sua própria história, de intervir no meio em que vive.

Logo, somente com o equilíbrio entre Educação e uma política econômica acertada, será possível promover a equidade entre as pessoas, entre as unidades da federação, regiões e até mesmo nações. Disso decorre afirmar que o Brasil não irá muito longe, no seu plano de integrar o seleto grupo dos países desenvolvidos, caso não invista em políticas de estado que garantam a qualidade da escola pública, materializada na consistente formação da sua população.

Conforme estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgado em dezembro de 2010, o Brasil tem mais de 14 milhões de analfabetos, acima dos 15 anos, o equivalente a 9,7% da população nesta faixa etária. Contudo, as diferenças regionais são imensas: no Nordeste 18,7% da população é analfabeta, enquanto na Região Norte cai para 10,6%, Centro-Oeste 8%, Sudeste 5,7% e Sul 5,5%. Verificamos, pois, que, no Nordeste, o analfabetismo entre pessoas acima de 15 anos é por volta de 3,4 vezes maior do que no Sul. No Rio Grande do Norte a situação não é diferente: o analfabetismo absoluto atinge 18,1%, 6º índice mais alto do país, num estado em que a média de anos de estudo é de seis anos e meio, a 7ª mais baixa entre os Estados.

Esses dados expõem, tão somente, uma parte da enorme dívida do país junto à sua população. Na verdade, o problema educacional agiganta-se quando analisados os dados da última edição do Indicador de Alfabetismo Nacional (INAF), do Instituto Paulo Montenegro, instituição vinculada ao IBOPE. O INAF define quatro níveis de alfabetismo: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo pleno. Neste quarto nível a pessoa lê, compreende e interpreta textos longos, compara informação contida em diferentes textos, estabelece relações entre as informações, distingue fato de opinião, realiza inferências e sínteses. Consegue, ainda, resolver problemas matemáticos que envolvem sequências de operações, por exemplo, cálculo de proporção ou percentual de desconto e interpreta informação oferecida em gráficos, tabelas e mapas.

O estudo revela que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, ou seja, um entre quatro. Destaca, ainda, a ineficiência das nossas escolas e instituições de ensino superior, diante das seguintes estatísticas: ao final do 5º ano do ensino fundamental, minguados 6% dos alunos atingem nível pleno de alfabetização, 15% no 9º ano, 38% no ensino médio e 68% no ensino superior. Este último dado é estarrecedor e evidencia que, ao contrário do esperado, pelo menos 32% dos que concluem o ensino superior ingressam no mercado de trabalho sem que estejam completamente alfabetizados.

Dos 122 países avaliados pela UNESCO, para o mais recente “Relatório de Desenvolvimento Global”, que monitora as metas de qualidade da Educação, o Brasil ocupa o 88º lugar, atrás dos vizinhos Argentina, Chile, Equador e Bolívia. Embora seja um dos que mais aumentou os investimentos em Educação, o país ainda convive com a realidade de mais de 600 mil crianças fora da escola.

Diante do baixo desempenho acadêmico da maioria da população brasileira e das exíguas políticas públicas que oportunizam crescimento pessoal e profissional, não é de causar espanto o cenário de desigualdade social e dependência dos mais empobrecidos às ações do Estado. Nessa realidade estão ancoradas as promessas de ampliação, por exemplo, do “Bolsa Família”, programa de transferência de renda e principal política social compensatória implementada pelo Governo Federal. Convém indagarmos: se é verdade que a Educação carrega um forte potencial transformador, o que temos feito para superar indicadores tão desfavoráveis? É possível um país se sustentar num patamar de crescente desenvolvimento sem educar e formar bem a sua população?

Insistiremos sempre: o problema maior localiza-se na base. É preciso cuidar bem da Educação de base, garantindo a universalização do acesso de todas as crianças à educação infantil, oferecendo-lhes um projeto pedagógico capaz de encaminhá-las no processo de alfabetização e letramento. Oportuno, também, definir o quadro de docentes em atividades nos três primeiros anos do ensino fundamental, tornando-os especialistas para atuarem nessa etapa e, assim sendo, evitar a rotatividade que mina a possibilidade de sedimentar equipes nas escolas. Saber dar aulas e saber alfabetizar crianças são competências diferentes, mas no Brasil são tratadas como se fosse a mesma coisa. Os resultados dessa confusão estão aí, já sabemos quais são.

Além disso, investir no projeto pedagógico da escola, na qualidade da gestão, nas equipes e na valorização dos profissionais é igualmente relevante, tanto quanto melhorar a infraestrutura das escolas e a tecnologia, além de cobrar a co-responsabilização das famílias. Não se admite mais uma escola alheia ao seu entorno e reduzida ao trabalho das salas de aula, por vezes sombrias e pouco atrativas. Espera-se que exista nas escolas o mínimo indispensável: biblioteca, laboratório de ciências, computadores com acesso à internet, oficinas de artes, quadra de esportes, funcionando com o máximo de vigor, sem que sejam tomados como mais ou menos importantes do que as salas de aula. Gestões públicas e escolares que limitem as oportunidades de aprendizagem e a formação integral de seus alunos, dificilmente terão como oferecer uma Educação capaz de contribuir para a emancipação das pessoas e, consequentemente, para o pleno desenvolvimento do país.

Candidato aprovado e classificado dentro das vagas previstas no edital tem direito a nomeação

É ilegal o ato omissivo da Administração que não assegura a nomeação de candidato aprovado e classificado até o limite de vagas previstas no edital. A decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou recurso do estado do Amazonas (AM).

O estado recorreu ao STJ após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidir que, tendo sido os candidatos aprovados dentro do número de vagas, é indiscutível o direito subjetivo às nomeações e posses.

No recurso, o estado do Amazonas sustentou tanto a impossibilidade jurídica do pedido e do Poder Judiciário adentrar no mérito do ato administrativo. Alegou, ainda, a ocorrência da mudança do entendimento jurisprudencial acerca da aprovação em concurso público.

Ao decidir, o relator, ministro Mauro Campbell, destacou que o candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito adquirido à nomeação. Segundo ele, a jurisprudência do STJ é no sentido de que, quando a Administração Pública demonstra a necessidade de preenchimento de cargos no número de vagas dispostas no edital de abertura do concurso, a mera expectativa de direito dos candidatos aprovados – antes condicionada à conveniência e à oportunidade da Administração (Súmula 15 do Supremo Tribunal Federal) – dá lugar ao direito líquido e certo à nomeação dos candidatos aprovados e classificados dentro do número de vagas oferecidas

Imagem de Osama Bin laden morto

Agências internacionais divulgaram nesse momento uma imagem atribuindo-a ao terrorista Osama Bim Ladem.

Osama morto


Obama anuncia morte de Bin Laden e diz "a justiça foi feita"

Americanos na Times Square, Nova Yorque, comemorando a morte de Bim Ladem
 
Por volta de 0h35 (horário de Brasília), o presidente Barack Obama anunciou em rede TV, diretamente da Casa Branca, a morte do líder da Al Qaeda Osama Bin Laden. Quase dez anos após os ataques de 11 de Setembro, a morte de Bin Laden foi resultado de uma ação realizada neste domingo (1/5), que envolveu a CIA, tropas dos EUA e o apoio do serviço secreto paquistanês.

Antes de tornar oficial o resultado da ação, especulou-se que o discurso de Obama foi adiado para que as embaixadas dos EUA ao redor do mundo pudessem reforçar a segurança. Ainda assim, Obama fez questão de declarar que “a guerra dos EUA não é contra o Islã, mas contra o grupo terrorista Al Qaeda”. Segundo o presidente americano, “a Al Qaeda declarou guerra aos EUA em 11 de setembro de 2001”.

“Mesmo com o isolamento de Osama Bin Laden no Afeganistão e depois, no Paquistão, a Al Qaeda continuou ameaçando o Ocidente neste últimos 10 anos”, disse Obama.

Depois da morte de mais de 3.000 pessoas em Nova York e em Washington em 2001, os EUA iniciaram as chamadas guerras ao terror. Invadiram o Afeganistão em 7 de outubro de 2001 e o Iraque em 20 de março de 2003, ainda no governo de George W. Bush.

Obama lembrou as famílias dos militares americanos mortos durante as operações militares em busca do terrorista saudita: “Precisamos lembrar todo o sofrimento dessas famílias. Hoje a justiça foi feita”.

Sobre a operação, o presidente estadunidense afirmou: “Levamos muitos meses juntando informações sobre o paradeiro de Bin Laden”. E completou: “Não queríamos fazer mais uma ação que causasse a morte de civis e envolvesse mais um país na guerra. A colaboração do serviço secreto paquistanês foi fundamental para o sucesso da empreitada”, afirmou.

Durante o anúncio de Obama, havia aglomeração de populares em frente à Casa Branca, residência oficial do governo americano. Muitos populares festejavam a morte do terrorista cantando o hino e empunhando a bandeira dos EUA. Obama, já em campanha para a reeleição em 2012, aproveitou o momento: “Vamos voltar ao sentimento de união que prevaleceu após os ataques de 11/9”.

Osama Bin Laden está morto, diz TV

O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, está morto e seu corpo está em posse das autoridades norte-americanas, informou neste domingo a rede de televisão CNN citando uma fonte do governo dos EUA. 

Osama Bim-Ladem

 A Casa Branca confirmou que o presidente americano, Barack Obama, fará dentro de instantes um pronunciamento com maiores informações sobre o ocorrido. 

O obscuro ex-colaborador da CIA tornou-se sinônimo de terrorismo na década. Engenheiro civil, é um dos cerca de 50 filhos do construtor saudita Mohammed bin Laden. 

Osama bin Laden iniciou sua carreira no Afeganistão nos anos 70, ajudando os EUA a expulsar tropas soviéticas. Criou a Al Qaeda (a base, em árabe) em 1998 e no mesmo ano mostrou seu cartão de visitas explodindo embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia. 

Em 2001 veio sua ação mais espetacular, contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Virou alvo número um dos Estados Unidos, procurado vivo ou morto. Esteve por trás, ou serviu de inspiração, para ataques em países tão diversos como Espanha, Indonésia, Marrocos e Turquia. 

Suas mensagens mobilizam radicais pelo mundo todo. Sua ação mudou a forma como se faz guerra, como se protegem liberdades e como se inspecionam bagagens. 

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