quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tribunal Regional Federal da 5ª Região Concede Habeas Corpus a ex-prefeita de Riacho da Cruz

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
Nº 43/2011 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 10 de março de 2011
MARGARIDA CANTARELLI
ORIGEM : 10ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
IMPTTE : GLAUBER ANTONIO NUNES REGO
IMPTDO : JUÍZO DA 10ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE(MOSSORÓ)
PACTE : MARIA BERNADETE NUNES REGO GOMES

DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus impetrado em favor de Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes, objetivando o trancamento de ação penal em que é denunciada pela prática da ação delitiva capitulada no art. 89, parágrafo único, da Lei nº 8.666/1993, c/c art. 29, caput, do Código Penal, ao argumento da ausência de tipo penal que justificasse o recebimento da ação.
 
Pretende, em liminar, a suspensão do curso do procedimento até o julgamento final do writ, inclusive no que diz respeito ao prazo da apresentação da defesa.
 
  Diz a denúncia que a ora paciente, quando prefeita de Riacho da Cruz/RN, em conluio com o secretário de obras, Marcos Aurélio de Paiva Rego, e a sócia-gerente da empresa Queiroga & Morais Ltda., Thatiana Monique Oliveira Queiroga de Morais, dispensaram indevidamente procedimento licitatório para contratação da execução de obras de infraestrutura naquele município financiadas com recursos públicos federais, com base em um estado de calamidade, cuja validade do decreto já havia expirado quando da assinatura do próprio termo de convênio e do contrato para execução da aludida obra.
 
  Alega o impetrante que a origem da demanda decorre de insatisfação de cidadão que teve um imóvel desapropriado, declarado de utilidade pública pela edilidade, onde foi implantada a lagoa de estabilização do sistema de esgotamento sanitário; desapropriação essa que foi objeto de decisão judicial, inclusive motivando atraso no andamento da obra.
 
  Noticia que não há nos autos elementos mínimos capazes de caracterizar o tipo penal do art. 89 da Lei de Licitações, não havendo qualquer irregularidade praticada pela paciente, pois (1) realizou o objeto do convênio pactuado; (2) pagou o valor justo e comumente praticado no mercado; e (3) prestou contas e as teve aprovada.
 
  Ainda, que agiu em estrito cumprimento do dever legal, posto que os atos apontados não têm nenhuma relação com o tipo penal delineado na acusação, eis que dirigir os atos, assinar convênio, homologar e adjudicar são atribuições do gestor público, não sendo apontado pelo Órgão Ministerial prejuízos ao erário ou má-fé do gestor.
 
Também, que o decreto de calamidade pública, de maio de 2001, que na denúncia se noticia de validade expirada, teve sua vigência prorrogada por mais 120 (cento e vinte) dias, em novembro de 2001.
 
o final, requer a suspensão do curso do procedimento (0000559-46.2010.4.05.8401), com trâmites perante a 10ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, sediada em Mossoró, até o julgamento final do presente habeas corpus, inclusive no que diz respeito ao prazo para defesa, que expira no próximo dia 7 de março de 2011, tendo em vista que a ação penal, processada sem justa causa, pode causar constrangimento à paciente, ferindo a dignidade humana e pondo em risco o seu direito de liberdade.
 
É o que importava relatar.
 
Decido.
 
O entendimento jurisprudencial dominante é no sentido de que "o habeas corpus é medida excepcional para o trancamento de investigações e instruções criminais, quando demonstrada, inequivocadamente, a absoluta falta de provas, a atipicidade da conduta ou a ocorrência de causa extintiva da punibilidade." (STJ, 5ªT. HC 169480, rel. Min. Gilson Dipp, j. 19.10.2010, DJe 03.11.2010).
 
No caso dos autos, ao menos nesta primeira análise superficial da matéria, própria da fase processual, entendo relevante a alegação de que a dispensa da licitação não seria ilegal porquanto o decreto de calamidade pública teria sido prorrogado por mais 120 dias. Entendo, também, razoável a alegação de não haver qualquer dano aos cofres públicos e que as contas teriam sido aprovadas, o que afastaria a possibilidade de ocorrência de qualquer ilicitude no agir da paciente. Enfim, a se confirmarem tais alegações, estar-se-ia diante de ação penal desprovida de justa causa.
 
Entendo presente, também, o perigo da demora para efeito de concessão da medida liminar, considerando-se que o prazo para apresentação da defesa preliminar, segundo alegado, encerra-se no próximo dia 07/03/2011. A suspensão do andamento do procedimento, nos termos em que requerido, não representará qualquer prejuízo à persecução penal, tendo em vista a celeridade própria do rito do habeas corpus.
 
Diante do exposto, defiro a liminar, para determinar a suspensão do andamento da ação penal, inclusive no que toca ao prazo para apresentação da defesa preliminar, até o julgamento do presente habeas corpus pela Quarta Turma.
 
Notifique-se o Juízo de 1º grau para tomar e ciência e dar imediato cumprimento a esta decisão, bem como para prestar as informações, no prazo legal.
 
Fonte: http://jusbrasil.com.br/diarios/25240231/trf5-10-03-2011-pg-487

terça-feira, 17 de maio de 2011

Depois do PSD, mais 4 novos partidos

Portal Vermelho
 
O Brasil está prestes a ter mais quatro partidos políticos. Além do PSD — Partido Social Democrático, recém-criado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab —, outros três grupos tentam ultrapassar a barreira das 500 mil assinaturas para conseguirem o direito de nascer (ou renascer). Isso porque um dos partidos em vias de ocupar a cena política nacional é um velho conhecido do eleitor: o PL.
 
As Forças Armadas também pretendem voltar oficialmente à vida política pelo Partido Militar do Brasil (PMB). Ao mesmo tempo, uma parcela de executivos de multinacionais se articula para criar uma legenda com proposta insólita. O Partido Novo pretende ser uma legenda política sem políticos — pelo menos até o momento do registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
Todas as quatro legendas trabalham com prazo curto — até setembro — para consolidar o surgimento, ou ressurgimento. A pressa tem uma razão muito simples. Integrantes dos três partidos acreditam que as eleições municipais de 2012 são a porta de entrada para tentarem eleger uma bancada mínima na Câmara dos Deputados dois anos depois. 
 
No campo das projeções, as perspectivas são distintas. O PSD se prepara para aderir à base aliada de Dilma — pelo menos onde for conveniente — e sonha com 50 deputados federais a partir de 2015. Mais modesto, o PL tenta renascer sem a parcela do antigo partido que migrou para o atual PR. Já o PMB, pretende empunhar as bandeiras militares — entre elas a aprovação do projeto que institui piso salarial para a categoria.
 
Já na última legenda na fila de criação do TSE, o Partido Novo, o foco dos executivos é em gestão. Para isso, pretendem centrar fogo nas prefeituras, com a meta de inaugurar modelos de gestão. A proposta é defender uma economia liberal, bandeira hoje órfã, mas que outrora teve como representante mais claro o DEM. 
 
“Entendemos que é vital melhorar a eficiência na gestão dos impostos. Traçamos um estatuto para que o partido cobre dos seus representantes metas, gestão e resultados. O partido dá suporte a eles — e eles têm o compromisso de gestão com o partido”, resume o presidente da legenda, João Dionísio Amoêdo, membro do conselho de administração do Itaú BBA e ex-vice-presidente do Unibanco.
 
No PL, os remanescentes da antiga legenda de Valdemar da Costa Neto acreditam que ao recriar o partido escaparão do desgaste de imagem provocado pelo mensalão. Como presidente de honra, José Batista Júnior, dono do frigorífico Friboi, o PL também tenta se desvincular da antiga característica de partido umbilicalmente ligado às igrejas evangélicas, mas permanece repleto de líderes religiosos pertencentes essas instituições.
 

Polícia Civil em greve

Os policiais civis do Rio Grande do Norte iniciam greve por tempo indeterminado a partir das 8h da terça-feira (17). A assembleia da categoria decidiu pela paralisação no final do dia da segunda-feira.
 
A decisão da greve foi tomada depois da reunião do Sindipol com o secretario de segurança Aldir Rocha que comunicou aos policiais que o governo não podia atender as reinvidicações da categoria com a implantação do enquadramento dos agentes e escrivães de Polícia Civil, que esperavam receber a remuneração com um reajuste de 50% sobre os vencimentos atuais já em maio. Mesmo percentual está previsto para outubro, conforme a lei 417/2010.

Nota do Blog - até quando Rosalba vai justificas as calamidades de seu governo na gestão anterior? Para mim, isso começou a soar como politicagem. Já são cinco meses de improdutividade, quase...

sábado, 14 de maio de 2011

Sistema prisional do RN está na iminência de explodir


O sistema prisional do Rio grande do Norte está na iminência de explodir. Não cabe mais presos e não existe previsão de quando o quadro vai melhorar.

A tendência é só piorar.

São mais de 5,5 mil presos espalhados em presídios, cadeias publicas e delegacias transformadas em Centro de Detenção Provisórias.

Os juízes Luiz Villaça e Wagnos Kelly, já não suportam o quadro do sistema prisional respectivamente nas cidades de Caico e Mossoró.

O mesmo deve acontecer em Pau dos Ferros, Assu, Macau, enfim todas as outras cidades que estão com suas delegacias com presos saindo pelas janelas.

Em Mossoró, Wagnos Kelly proibiu a carceragem da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de receber novos presos até ficar com no máximo 60.

A cadeia pública, conforme a decisão do juiz, não pode passar o limite máximo de 142 presos. Sobrou pra o presídio de Caraúbas.

Em Caicó, o juiz semana passada já cogitou a possibilidade de interditar a unidade prisional, diante do descaso que encontrou durante visita surpresa.

Hoje o preso Erasmo Carlos Pereira morreu eletrocutado na cela. Outro, de nome João Batista, alega que foi baleado de raspão. Houve princípio de tumulto.

O juiz Luiz Villaça, o promotor Geraldo Rufino, a diretora Veruska Saraiva e o tenente PM Amorim estiveram reunidos buscando paliativos.

O juiz Luiz Villaça, conforme o repórter Rosivan Amaral, saiu do presídio no final da tarde de hoje revoltado. Para o magistrado é inadmissível o que o Estado está fazendo.

E o pior é que agora não tem mais como ficar dando desculpa. Tem que agir!

Um primeiro passo é providenciar imediatamente os 17 reparos propostos pelos engenheiros a pedido do Ministério Público Estadual e abrir o novo Pavilhão de Alcaçuz para 402 presos.

Depois agilizar a contratação da empresa para construir o presídio de Lajes e adotar medidas duras se necessário for para concluir a ampliação da Cadeia Pública de Mossoró.

Num projeto pra o futuro, o Estado precisa adaptar os presídios para que os presos trabalhem, aprendam uma profissão, paguem por seus crimes e tenham uma chance fora da prisão.

Num é difícil, basta querer.

No twitter, com vereador de Mossoró

Agora a pouco, em um bate papo informal e agradável com o vereador Genivam Vale (PR), oposicionista de Mossoró - RN, conversávamos sobre o concurso de Guarda Civil de Mossoró. 

Eis o diálogo:
 

 
RillenRossy Rillen Rossy Rocha R
@
@GenivanVale vereador, informe-se sobre o concurso dos #GuardasCivis. Quando seremos convocados?

GenivanVale Genivan Vale
@
@RillenRossy ja aprovamos o RDI dos guardas civis. Era isso q a prefeita dizia q faltava pra convocar vcs.


 
RillenRossy Rillen Rossy Rocha R
@
@GenivanVale Assim, legalmente qual o próximo passo para @FafaRosado ? E para quando vc acha que seremos convocados?


 
GenivanVale Genivan Vale
@
@RillenRossy convoque a turma e venham a CMM. Vamos pressionar os vereadores da situação pra exigir da prefeita.



RillenRossy Rillen Rossy Rocha R
@
@GenivanVale nas sessões da próxima semana, pode ser?


 
GenivanVale Genivan Vale
@
@RillenRossy pode sim amigo. Qto mais gente você juntar melhor.


 
RillenRossy Rillen Rossy Rocha R
@
@GenivanVale Pois bem! próxima semana na CMN. ajude-nos a convocr a imprensa.


 
GenivanVale Genivan Vale
@
@RillenRossy não é CMN, é CMM. Só pra registro.

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